O pai chega para estabelecer a primeira relação com o filho além da mãe, se fazendo necessário estar presente em todos os momentos da vida da criança.

Não se nasce pai, torna-se pai. Criar e cuidar de uma criança são tarefas árduas que exigem esforço, tempo, dedicação, paciência. Por isso, não deve ser responsabilidade única da mãe. Quando o trabalho é dividido entre mãe e pai, além de ficar mais rico, ele fica mais fácil. Pai e mãe devem participar de todo o processo de desenvolvimento e a função paterna vai muito além de “ajudar” a mãe a cuidar dos filhos.

É normal que nos primeiros meses de vida do bebê, enquanto ele ainda está sendo amamentado e durante o período de licença-maternidade, a mãe se dedique mais tempo ao filho. Mas depois deste período, o pai também deve estar presente em tudo. Na consulta com o pediatra, nas reuniões escolares ou em emergências que exigem que os pais saiam do trabalho, a presença de ambos é essencial.

A rotina da família, a carga de trabalho e a divisão de tarefas dentro do lar devem ser decididas em conjunto, de preferência com equilíbrio entre as partes. “Pesquisas demonstram que a figura paterna possibilita à criança a entrada no contato social de forma mais segura. Proporciona o equilíbrio que a criança precisa”, explica a psicóloga Márcia Orsi. Segundo ela, estabelecer limites e ajudar o filho a ter noção de certo e errado são algumas das atitudes decisivas para a formação do caráter e também fazem parte da função paterna.

Para Márcia, a participação ativa do pai na criação fortalece o filho para a vida individual e social, além de promover segurança, autoestima, independência e estabilidade emocional. “Separar um tempo para brincar, ler, estudar e conversar com os filhos é fundamental. Mostrar o mundo masculino é importante para o equilíbrio da criança”, afirma a psicóloga. Você, pai, é exemplo a ser seguido e é referência quanto à integridade, ética e valores.

Betty Monteiro, pedagoga e psicóloga explica que o pai é o primeiro ‘outro’ na vida da criança, a primeira pessoa que introduz uma relação além da materna. “Imagine uma planta que se alimenta da seiva da árvore. Este é o símbolo simbiótico, o primeiro tipo de vínculo que a criança estabelece com a mãe. O pai vem para quebrar este vínculo”, justifica a psicóloga. “A criança espera coisas diferentes de pai e mãe. Geralmente o pai representa proteção e a mãe representa cuidado. Uma criança que tem um pai presente e participativo cresce se sentindo mais segura”, completa.

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